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| PADROEIRA |
| As
alegorias de Celina |
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Irmã Genoveva da Sagrada Face, a
penúltima filha do Sr. Louis Martin, a adorada
Celina, irmã de Santa Teresinha, que conhecia os
mais íntimos pensamentos da Santa Doutora, teve
permissão para exercer no Carmelo seus dotes de
pintora. Sua obra mais apreciada é o famoso
quadro da Sagrada Face, que mereceu os elogios
do Papa Pio X.
Celina tornou-se a apóstola da "Pequena
Via". Logo após a morte de sua irmã Teresinha,
no afã de perpetuar-lhe a memória, Irmã Genoveva
começou a desenhar os 31 quadros alegóricos que
sintetizam o itinerário espiritual da Santa de
Lisieux. Essas alegorias foram reproduzidas num
livro publicado em Lisieux em 1919 com o título
Ascension mystique de la Montagne de la
Perfection par la voie d'Amour et d'Enfance
Spirituelle de la servant de Dieu Thérèse de
l'Enfant Jesus. Tableaux
allégoriques.
A divulgação dessas alegorias no Brasil
deve-se à perícia da Professora Leda de
Bittencourt Bandeira, residente em Viçosa (MG),
que, em livro publicado por ocasião do
centenário de morte de Santa Teresinha, concedeu
um título a cada quadro, elaborou uma reflexão e
uma estrofe correspondente a cada alegoria.
Cinco das 31 estrofes foram musicadas.
Divulgamos em nosso site as 31 alegorias,
acompanhadas dos títulos que lhes foram
atribuídos pela Professora Leda. Sugerimos a
leitura de seu livro "Santidade ao Alcance de
Todos, a Pequena Via de Teresinha", das Edições
Loyola, no qual encontramos as reflexões
correspondentes a cada quadro.
1. Teresinha ao pé da Montanha da
Santidade
Teresinha e seu sonho, bem maior que a
vida:
Escalar a Montanha ao encontro do
amor.
Decidiu que vai fazer esta subida,
Sem medir sacrifícios, buscando o
Senhor |
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2. Ela considera os meios de
alcançá-la
Apresentam-se os meios mais
tradicionais:
Disciplina de Ferro, armadura,
couraça.
Teresinha vê neles divinos
sinais
E põe-se a empregá-los, abrindo-se à
Graça. |
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3. Vê que não será desta forma
Não se poupa jamais! É viril no
combate.
Entretanto, ela vê que pouco
caminhou.
Fria noite de prova sobre ela se
abate.
Recolhida a seu nada, em silêncio
aguardou... |
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4. Deus a atrai para Belém
Eis que um Anjo do Céu indica-lhe uma
estrada,
Acompanha, protege e por seus passos
zela.
Na divina Belém fulge a luz
esperada,
Quando vê o Deus-Menino esperando
por ela. |
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5. Teresinha começa sua descoberta
Contemplando o mistério santo da
humildade,
Ela toma nos braços a
Criança-Jesus.
Em momentos de paz, na
simplicidade,
Faz nascer para nós, o atalho
de luz! |
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6. O que mudou foi o seu coração
A montanha lá está e nada se
alterou,
A mudança se deu só no seu
coração.
A partir de Belém, tudo se
transformou.
O amor é agora o meio e a santa
vocação. |
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7. Ela suplica ajuda da Igreja
triunfante
Teresinha suplica à Igreja Triunfante
Adotá-la por filha e dar-lhe, em dobro, o
amor.
Doravante, a subida é em "passos de
gigante".
Nada mais poderá detê-la em seu
fervor. |
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8. Os santos lhe falam do Deus
desprezado
Eis que os santos do Céu revelam a
Teresa
o espantoso mistério de um Deus
desprezado.
Ela quer reparar, com a máxima
presteza,
os ultrajes sofridos por seu Bem
Amado... |
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9. Em busca de outra forma de
imolação
Enaltece das vítimas a
imolação,
Holocaustos heróicos para os maus
salvar.
Por julgar-se incapaz, procura na
oração
A maneira acertada de a Deus se
imolar. |
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10. Ela vai ser vítima, porém do Amor
Por caminhos de paz, na doce descoberta,o
Senhor generoso Teresinha conduz.É segredo do
Amado que, enfim, a liberta.Vai ser vítima santa
do amor que a seduz. |
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11. Ela colhe as rosas sem temer o
espinho
Na vereda da infância, a vítima do
amor
Colhe todas as rosas, sem temer o
espinho.
Serena se mantém ao lado do
Senhor.
Só lhe importa serví-lo, com todo
carinho. |
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12. Deseja reparar todo o desamor
Deste exílio, na noite, Teresinha
exclama:"Ofereço-Te flores, ó amado
Senhor!
"Pequeninas ofertas, mimos de quem
ama. Reparar, eu desejo, todo
desamor. |
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13. Suas flores, sua chuva de rosas
Tão singelas florinhas anjos vão levar,E
nas mãos do Senhor elas são transformadasEm
torrentes de amor, para a terra inundarCom uma
chuva de rosas, das mais perfumadas |
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14. É Jesus quem lhe sustenta a Cruz
Encanto do Senhor com nossa
Teresinha,
Meiga infância sorrindo na
maturidade,
Torna leve sua cruz enquanto ela
caminha
Pelas sendas do amor e da
simplicidade. |
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15. Os pequenos não se perturbam
Quantos são perturbados por males da
vida!
Não pode, entretanto, ao pequeno
assustar.
Coração de Jesus, fortaleza
querida,
No regaço divino e salvo pode
estar. |
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16. A confiança é a luz na noite da fé
Noite escura de fé e estranha
solidão,
Quando não se consegue a Jesus
vislumbrar.
A confiança total é a luz do
coração
Que aos pequenos permite sempre
caminhar. |
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17. Maria é o refúgio das almas
pequeninas
Se persistem as provas, se aumenta o
perigo,
Ela busca refúgio junto de
Maria.
E lhe pede que leve um recado ao
amigo:
Que ela aceita esperá-lo na paz e
alegria. |
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18. O segredo é apoiar-se em Jesus.
O inimigo retorna e outra vez é
tentada
De mil novas maneiras a não mais
lutar.
Mas acerta a vitória! Na graça
apoiada,
Ninguém pode detê-la neste caminhar. |
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19. Os pequenos nutrem-se da humildade
Crer nos próprios recursos é orgulho
vão
E na vida da infância o alimento é a
humildade.
É Jesus a quem toma, com amor,
pela mão.
Seu caminho é de paz e de
serenidade. |
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20. O humilde obtém o perdão
Por mais graves que sejam nossos
pecados,
Não serão empecilhos à plena
confiança.
A humildade os transforma e são
purificados.
É nos braços de Cristo que o
perdão se alcança. |
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21. A fidelidade encanta o próprio
Deus
Como o Bom Deus se encanta com a
fidelidade
Da pequena Teresa em seus passos
de luz!
Decidiu neste exílio, viver da
Verdade.
Mesmo acima de abismos o Mestre a
conduz! |
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22. Só a liberdade produz alegria
Esquecida de si, devotada ao louvor,
a
alma livre é feliz, pois o amor
irradia.
Desprendida de tudo, ela canta ao
Senhor.
Liberdade produz verdadeira
alegria. |
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23. O carinho pela Eucaristia
No festim celestial da santa
comunhão,
São convivas Maria, o seu Anjo e
José.
É Jesus que a alimenta e opera-se a
união.
Muito acima da terra, ela vive da fé. |
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24. Oferece às almas o que Deus lhe dá
Pequenina pastora ajuda seu Senhor
e
as ovelhas fornecem a melhor refeição.
Mantém
fixos os olhos no olhar do pastore oferece o
alimento que é posto em sua mão! |
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25. Jesus lhe aponta o seu Evangelho
Como estar com Jesus nas horas de
oração?
Liberdade mais plena, como
conquistar?
E o Senhor lhe responde em
magistral lição,Indicando o evangelho que a vai
saciar. |
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26. Estrutura-se a Pequena Via
E Jesus lhe apresenta, sorrindo, uma
criança,
E garante que é dela o Reino
cobiçado.
Da pequena vereda, então, as bases
lança
E contempla feliz seu sonho realizado. |
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27. Não vou despertar-te! Eu confio!
Tempestades a fazem crescer na
esperança.
Ó! Não vou despertar-Te!, diz ela
ao Senhor.
Para mim, puro nada, Deus é
segurança.
Só por ele é que vive a santa do
Amor! |
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28. Jesus a transporta para a vida
Mas Jesus acordou... É a hora da
partida
E a pequena Teresa obedece ao
Senhor.
Da existência na aurora, ela deixa
esta vida
Transportada nos braços do seu
ascensor! |
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29. Os pequenos não temem ser julgados
E se vê, pequenina, diante do
Juiz.
Mãos vazias de si são as mãos de
Teresa.
Não precisa temer a criança tão
feliz,
Para quem Deus é Pai, Ele é o Amor,
com certeza. |
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30. A grande ternura pela Mãe do Céu
Tendo ao lado Maria, a doce Mãe
querida,
Em seu rosto ilumina-se a face
divina.
O sorriso da Mãe acompanhou a
vida
Do modelo acabado da alma pequenina! |
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31. Iniciando as almas na Pequena Via.
Instruindo os pequenos na segura
via,
A santinha nos lega a divina lição:
O
ascensor é Jesus, à luz de Maria.
Aprovada no
céu, de Teresa a invenção! |
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